ana de amsterdam

Sou Ana de cabo a tenente/ Sou Ana de toda patente, das Índias/ Sou Ana do oriente, ocidente, acidente, gelada/ Sou Ana, obrigada/ Até amanhã, sou Ana/ Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos/ Sou Ana de Amsterdam.

2007/05/31

Teresa Torga

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No centro a da Avenida No cruzamento da rua Às quatro em ponto perdida Dançava uma mulher nua. A gente que via a cena Correu para junto dela...

Pingue-Pongue

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Alguém devia explicar ao Rui Tavares e à Helena Matos que os leitores do Público estão-se nas tintas para as suas picardias diárias. Começam...

Helena

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A Helena Roseta apoiou o Manuel Alegre. O Manuel Alegre apoia, ainda que não formalmente, a Helena Roseta. Quando os oiço, na defesa um do o...

São Tomé

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Caravaggio, 1602
2007/05/30

Pré-História

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Resolvi ir a uma aula de Pré- História. Foi a primeira a que fui. O professor começou por falar da matéria do teste da próxima semana. Indig...

Io

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“Imediatamente a minha forma e o meu espírito se desfiguraram, e, com cornos, como estais a ver, e, picada por um moscardo de ferrão agudo, ...
2007/05/29

La Saraghina

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Fellini/8½

Malaguetas

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Releio-me e, em surdina, digo todos os palavrões que conheço. Não são muitos. Mas são poderosos como o cheiro das malaguetas vermelhas. Emba...

Dálias

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Herdei da minha mãe o feminino deslumbre pelas jarras com arranjos barrocos, pelas plantas que crescem em vasos, pelos arbustos com cheiro d...

Bombay Shapire

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Entra um homem novo no café. Veste um casaco de cabedal. Usa óculos escuros demasiado grandes para o seu rosto pequeno. Parece um insecto. U...
2007/05/28

Selma

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Como diz a canção, tenho a vida partido em mil pedaços. Há uma cacaria de vidros espalhados pela casa-labirinto. Os meus pés ferem-se e sang...
2007/05/26

Dalida

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(Para a Maria Emília, que é feita de sol. Como gosto de si.)
2007/05/25

Guiomar (3)

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Guiomar ri. Continua: Sabe, as horas tardias não são sempre iguais. Por vezes, são violentas. Precipitam-se. Transformam-se em palavras arre...

Guiomar (2)

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Guiomar cala-se. Continua: Uma vez foi diferente. Nem sei bem o que foi. Ou como foi. Ou porque foi. Senti qualquer coisa. Regressava a casa...

Guiomar (1)

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Guiomar abre a boca e diz: Amedrontam-me as horas tardias e tudo o que elas têm dentro. São intermináveis e espessas, as horas tardias. Nela...

Homem-aranha

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Também conheço um homem com nome de anjo que, amiúde, morre por amar. Cada vez que ama morre. É como a aranha macho que, quase sempre, morre...

Evidência

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Já o disse. Os homens dividem-se entre os que usam botões de punho e os que não usam botões de punho. As mulheres, por sua vez, dividem-se e...
2007/05/24

Nana

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(j'adore cette femme.)

Biafra

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Conheci, em tempos, uma mulher que morria por amor. É exactamente esta a palavra que quero empregar: morrer. Porque, assim como se pode morr...
2007/05/23

Menina-balão

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Na Índia, ao contrário de cá, os jornais não trazem mensagens eróticas. Shiva, sempre entretido em cabriolices eróticas com as suas consorte...
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