2007/12/11

Chanceler

Por influência das análises da Teresa de Sousa e dos elogios matinais da Ana Gomes estou determinada a tornar-me numa admiradora incondicional da chanceler Ângela Merkel. Representa, em muitos aspectos, uma direita progressista, que se marimba nos tiques atávicos das direitas tradicionais, é capaz de denunciar a farsa de Putin e de arreliar a China e os líderes africanos que vieram passear as esposas aos centros comerciais de Lisboa. Por outro lado, a chanceler não se presta às momices do Senhor Sarkozy que já tomou de ponta a sua secretária de estado Rama Yade (a tal de origem senegalesa que fica bem na fotografia de um governo que se quer mostrar tolerante), por esta denunciar as negociatas da França com a Líbia. Abreviando, suspeito que, cada vez mais, o mundo é das mulheres. Os homens, para bem da humanidade, estão em vias de extinção.